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Ponto é começo, seu rasto é vereda. Risco corrido num espaço para além do plano herdado. Num tempo que nasce de passados e solicita confrontos, veredas são risco de vida, poesia e alternativas aos bordões da highway… ao ponto final.

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Podemos nos engajar em torno de conceitos – programas – plataformas estéticas, sociais e/ou políticas. Toda plataforma – mesmo quando ‘apenas estética’ serve, conscientemente ou não, a um fim político, se entendermos política enquanto disputa de interesses de segmentos, setores, corporações ou classes sociais. Tal disputa acontece também, e privilegiadamente, no campo da linguagem. Através do discurso, das elaborações sobre a linguagem, sustentam-se, legitimam-se e universalizam-se valores e visões de mundo.

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Se posso (tenho o direito de) tomar uma pessoa por tema, por objeto do meu trabalho, essa mesma pessoa deve poder (ter o direito de) ser sujeito da mesma ação.

Rogério Mourtada nasceu em Campinas, SP (1977). A partir de 1999 estabeleceu contato com artistas importantes para a sua formação: Egas Francisco, Thomaz Perina, Paulo Cheida Sans, Alípio Freire.

Desde o início de seu percurso artístico, dedica-se ao desenho e a pesquisas relacionadas com as possibilidades da gravura – especialmente feita com matriz de gesso –  articulada com o desenho e a pintura.

Seus trabalhos compõem acervos de colecionadores e de instituições como “Museu de Arte Contemporânea Olho Latino” (Atibaia-SP),  MACC “Museu de Arte Contemporânea de Campinas” (SP-Brasil) e “ISPA – Instituto Universitário” (Lisboa, Portugal).

Criou cenários para espetáculos musicais, teatrais e também atua como ilustrador.

Viveu em Portugal entre 2008 e 2014, onde produziu e expôs seus trabalhos individual e coletivamente com regularidade. Professor das disciplinas de Desenho e Artes Visuais em Lisboa, trabalhou com grupos de jovens provenientes de diferentes países europeus, africanos, latino-americanos e asiáticos.